Créditos fiscais deram impulso a ganhos em 2018

As empresas de capital aberto dobraram o lucro líquido em 2018 em relação ao apurado em 2017 graças não somente a melhorias operacionais implementadas nos últimos anos e à recuperação da economia, mas também com a ajuda da exclusão do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) da base de cálculo do PIS e Cofins

Após o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir pela inconstitucionalidade da inclusão do ICMS na base de cálculo dos dois tributos, em março de 2017, muitas empresas conseguiram reconhecer nas demonstrações financeiras do último trimestre do ano passado os resultados positivos de ações judiciais que resultaram na apuração de créditos fiscais.

Os efeitos da exclusão do ICMS da base de cálculo acabaram sendo sentidos por empresas de diversos setores.

No varejo, a Guararapes, controladora da Riachuelo, triplicou seu lucro nos últimos três meses do ano devido a um efeito positivo não recorrente de R$ 684,7 milhões com a retirada do ICMS da base de cálculo do PIS e da Cofins.

No varejo, a Guararapes, controladora da Riachuelo, triplicou seu lucro nos últimos três meses do ano devido a um efeito positivo não recorrente de R$ 684,7 milhões com a retirada do ICMS da base de cálculo do PIS e da Cofins.

O resultado da Marisa Lojas ganhou um impulso de R$ 801,2 milhões com o reconhecimento de créditos tributários. Não fosse por isso, a empresa teria reportado prejuízo, ao invés de lucro líquido de R$ 159,5 milhões.

O setor de siderurgia também sentiu os efeitos da exclusão. A Usiminas, por exemplo, teve prejuízo operacional de R$ 4,1 milhões no quarto trimestre, mas acabou com lucro líquido de R$ 354,8 milhões, ante prejuízo em 2017, com à decisão do STF, que levou a um reconhecimento tributário de R$ 418,7 milhões.

Fonte: www.valor.com.br

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